A mestiçagem como tragédia no folhetim “ódio de raças” de Sérgio Cardozo (Folha do Norte, 1925)
DOI:
https://doi.org/10.62451/rep.v3i3.129Palabras clave:
Mestiçagem, folhetim, nacionalidadeResumen
Este artigo analisa o folhetim Ódio de Raças, publicado em 1925 no jornal Folha do Norte de Feira de Santana, Bahia, para compreender como a mestiçagem é representada como uma experiência de tensão social e simbólica no Brasil pós-abolicionista. Por meio de uma abordagem qualitativa e histórico-discursiva, é realizado uma análise detalhada e hermenêutica do texto, identificando as formas e estratégias discursivas que articulam debates sobre raça e identidade na Primeira República. A pesquisa inclui a comparação do folhetim com outros textos publicados na mesma seção do jornal para situar sua trama em um contexto mais amplo de produção literária e imprensa regional. Examina-se como a narrativa dramatiza a proibição da mestiçagem como uma tragédia marcada por proibições familiares e raciais, revelando as disputas simbólicas presentes na construção da nacionalidade brasileira e o lugar dos sujeitos mestiços. O estudo também problematiza as dimensões interseccionais de raça, classe e cultura na configuração desses discursos de modernidade e nacionalidade. Assim, evidencia-se a imprensa como um espaço chave de disputa simbólica entre as elites urbanas sobre a identidade racial e social do país.
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